10 de julho de 2017

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Temos que ser fortes, temos que ultrapassar os obstáculos.

As pessoas tendem a repetir este ensinamento, a segui-lo como uma lei e a passá-lo a outros. Mas, e se por vezes estes obstáculos deixarem traumas para trás? Não poderemos nós evitar pensar no assunto, fugir à realidade, nem que por apenas um bocado? Seremos covardes por tentar evitar uma situação quando a ferida ainda está aberta?

Porque exigir que uma pessoa seja forte é muito fácil para quem o é, mas cada pessoa é uma pessoa é cada uma lida com os problemas da melhor maneira que pode, ao seu ritmo.

Parece-me um bocado ingrato esperar que alguém siga em frente apenas porque aparentemente está bem. Porque no fundo, e todos nós sabemos isto, está aquilo que ninguém vê.

27 de junho de 2017

Porque é que as melhores músicas só passam na rádio de manhã ou à noite?

Já é a segunda vez que vou para Braga e regresso a casa sem que passe uma música boa!

26 de junho de 2017

O QUANTO ISTO ME ABORRECE

[Estavamos sentadas no sofá, e a minha irmã estava com o comando da televisão na mão.]


Eu - O que é que vais ver?

M - Vou continuar a ver o filme que estava a ver com a mãe, estou só à espera dela.

Eu - Então, enquanto ela não vem, podias por do início para eu perceber a história.

M - Agora não.

Eu - Porquê? A mãe está a dar banho à avó, ainda vai demorar uns dez minutos.

M - Mas eu já vi o início e não quero ver agora.

Eu - Mas podias por só enquanto a mãe não vem...

M - Lady, não!

Eu - Ok...


[no final do filme]


M - Sabes, amanhã vou ter de ver o filme outra vez. Adormeci a meio e depois não percebi nada.

31 de maio de 2017

PAUSA

Quando reativei o blogue decidi que não ia escrever mais post de desabafos porque, na altura, descobri que muitos amigos meus liam o blogue (eu achava que eram só três ou quatro amigas que o liam). Quando eu escrevia posts muito pessoais sentia-me bem em fazê-lo porque sentia que ninguém os lia, mas depois isso mudou e eu tive de mudar também.

Contudo, hoje estou num daqueles dias em que tenho uma nuvem pesada na cabeça e preciso de a fazer desaparecer. Esta é a minha forma de o fazer.

Esta semana faço anos.

Estive uns minutos a pensar no que escrever a seguir porque esse facto é a razão do meu desassossego. Normalmente, quando penso nos meus anos, penso em como quero festejar. Onde, o que comer, quem convidar… Desta vez foi diferente. Primeiro, tentei não pensar muito nisso, mas depois, quando a data me vinha à ideia, só pensava que não queria festejar nada. Só para não deixar a data completamente em branco, um jantar simples com os meus pais e os meus avós chegaria. Nada de grande euforia, nada de prendas, nada de vestido – eu gosto de vestir um vestido no meu dia de anos, é a minha forma de me sentir especial.

Na semana passada parei novamente para pensar nesta “não comemoração” do meu aniversário. Eu poderia não querer fazer nada por não estar animada, mas será que não fazer nada não me iria deixar mais desanimada? O que eu quero dizer é que não fazer nada de especial nos meus anos me iria deixar triste. Então, de forma impulsiva, peguei no telemóvel e mandei mensagem aos meus amigos mais próximos se queriam ir jantar fora no dia. Não lhes disse que eram os meus anos porque o importante seria estar com eles.

Apesar disso, continuei a pensar no assunto sem grande entusiasmo. Se calhar era por ter aulas nesse dia e não poder festejar há grande… Se calhar era por estar ocupada nesse fim-de-semana… Se calhar era por não festejar com todos os meus amigos…

Mas hoje, depois de ter discutido com o meu pai (coisa ligeira) e de ele ter feito um comentário que me caiu mal, uma ideia levou a outra e percebi finalmente a razão de toda esta melancolia. Os aniversários são para festejarmos anos de vida e este foi, até agora, o meu pior ano de sempre. É normal que eu não queira festejar, eu sinto como se não tivesse feito nada de especial neste último ano. Eu acordava todos os dias – óbvio – tomava o pequeno almoço, arrumava a casa, adiantava ou acabava o almoço, almoçava, arrumava a cozinha, não fazia nada de tarde, jantava, arrumava a cozinha e ia dormir. É lamentável, eu sei. E sinto. E sinto-o tanto que a forma que tenho de negar que o tempo está a passar é não festejando os meus anos. Continuar com 21, continuar jovem e fresca para enfrentar o futuro. Adiar o futuro. Adiar o desconhecido que tanto medo me mete.


Fazer pausa, por favor, até a vida melhorar.

25 de maio de 2017

A MINHA MÃE NÃO CONHECE O CONCEITO DE PLÁGIO

Mãe - Então, como é que vão os teus trabalhos?

Eu - Tenho um que ainda está atrasado, mas vou copiar partes de outro trabalho e deverei terminá-lo mais depressa.

Mãe - Ah, está bem. Vais copiar do trabalho de outra pessoa?

Eu - MÃE!! Achas mesmo? Isto é mestrado, não é o ciclo! Vou copiar de outro trabalho meu sobre este tema!

Mãe - Só perguntei...

A SONHAR COM A PRÓXIMA SEMANA

Mal os trabalhos estejam entregues, a primeira coisa que farei será começar a ler um daqueles romances foleiros tipo os da Harlequin. Estou a precisar.

Depois farei um dia de pausa nesta vida de alimentação saudável e passarei uma tarde esparramada no sofá a ver filmes e comer bolachas de chocolate.

E quero ir à praia. Definitivamente, preciso de me vingar de todas as pessoas que estiveram esta semana na praia enquanto eu estive em casa.


Isto é tudo perfeito, mas o que irá acontecer na realidade é eu passar a próxima semana na biblioteca municipal a consultar livros do fundo local e, ao fim do dia, quando chegar a casa, ver um filme que esteja a dar na televisão enquanto lancho iogurte e torradas.

24 de maio de 2017

CONCLUSÕES

Eu - Olha, mãe, acho que na quinta feira da próxima semana semana vou faltar às aulas. Oh... espera... na próxima quinta feira não tenho aulas... mas se tivesse, faltaria na mesma.

SEMANA DIFÍCIL

Acho que só estive tão atrapalhada como estou esta semana no ano passado, em junho, quando tive 3 exames de recurso na mesma semana. E mesmo assim, acho que nessa semana estava melhor do que o que estou agora!

17 de maio de 2017

OS OUTROS E EU

Uma amiga minha começou a trabalhar na sede de uma marca de acessórios de mulher - vou fazer como na televisão e não vou dizer qual é a marca para não fazer publicidade. Pelo que contou, a reação das pessoas a quem conta que está a trabalhar nessa empresa é pedir-lhe descontos de funcionária, mas eu - Lady em tempo parcial e Diva a tempo inteiro - pedi o que ninguém se lembra de pedir.

«Amiga, que se lixem os descontos. Eu quero convites para os showrooms!»


Óbvio que as coisas não funcionam assim. Sad.

14 de maio de 2017

EUROVISÃO

Acompanhar a semi-final e a final. Festejar a vitória. Ver a conferência de imprensa. Ver as reportagens no telejornal (deu em todos, óbvio).

Pai - Muda para a RTP, que está a dar a chegada o Salvador em direto.

(meia hora depois)

Pai - Não vais ver a entrevista do Salvador?

- Pai, menos.

Pai - Ou! Isto é um acontecimento histórico e tu não ligas nada?