26 de abril de 2018

LADY IS BACK

Não sei se têm reparado, mas este mês tem havido mais publicações do que no espaço de um ano. 

Dois motivos para isso.

Primeiro: um sentimento de culpa depois de ter ouvido vezes e vezes sem conta "Vou todos os dias ao teu blogue e tu nunca publicas nada" e "Já não tens o blogue, pois não? É que nunca tem nada de novo" de várias amigas.

Segundo: tenho estado mais debruçada sobre a tese. Esta é a principal razão.

"Mas se estou a ocupada com a tese, como é que também tenho publicado mais?", perguntais vós.

Eu explico. Como tenho passado mais tempo a trabalhar na tese, tenho tido imensas "crises de criatividade", como chamo àqueles momentos em que passo um tempo infinito a olhar para o computador sem saber o que escrever a seguir à vírgula. Quando tenho uma dessas crises em que simplesmente não sei como dar continuidade ao texto, faço uma pausa, penso num tema e escrevo um texto para o blogue. E escrever no blogue deixa-me sempre entusiasmada por isso é como se recebesse uma descarga de adrenalina e volto à minha tese.

Eu sempre fui assim. Quando tinha que estudar para a escola e não me apetecia, vinha escrever para o blogue. Quando não consigo adormecer, escrevo para o blogue. Quando estou a fazer tempo para depois fazer outra coisa penso em coisas com potencial para escrever para o blogue.

"Mas se assim fosse, isto aqui seria só pescada fresca." Pois... É que muitas vezes eu penso num tema e como não tenho com que escrever (não estou com computador ou telemóvel)  acabo por me esquecer. Outras vezes, que é o que mais acontece, não tenho tempo de terminar os textos e deixo-os em rascunho por tempo indefinido.Muito indefinido.

Mas eles andem aí, é só uma questão de oportunidade e organização e, por este andar, quando tiver a teses terminada, baterei os meus próprios recordes de publicações mensais.

24 de abril de 2018

SORTE A MINHA

Ontem comprei um telemóvel.


Hoje, o modelo do telemóvel que comprei custa menos quarenta euros.

23 de abril de 2018

QUE O VOSSO DIA VOS CORRA MELHOR DO QUE O MEU

Vim para a biblioteca estudar. É a única forma de me forçar a fazer algo produtivo antes das quatro da tarde. E vim de bicicleta. É a única garantia para que faça o mínimo de exercício diário.


Meia hora depois de estar na biblioteca apercebo-me de que deixei o carregador do meu computador em casa, e percebi isso porque fiquei sem bateria.


E eu moro a três quilómetro da biblioteca. E isto reverte-se em quase uma hora de viagem para ir buscar o carregador e voltar.


Mas, de resto, está a ser uma boa segunda feira.

19 de abril de 2018

OS PROFESSORES A PENSAREM NOS PROFESSORES

Acho muito bonitas estas manifestações dos professores sobre o aumento da carga horária. Porque precisam de tempo para preparar aulas. Porque passam muito tempo na escola. Porque ficam desgastados. Porque em consequência disto tudo as aulas não ficam tão bem preparadas, o professor não está tão disponível para dar atenção ao alunos e no meio disto tudo o mais lesado é o aluno.

Mas isto tudo e o que mais reclamam é a carga horária dos professores.

E então a carga horária dos alunos? Eles não sofrem com isso?

Quando eu andava na primária, eu tinha aulas das 8h às 13h. Eu tinhas as aulas normais e um dia de ginástica. Agora os miúdos tem aulas de manhã e de tarde, não sei se o número de horas na escola é o mesmo mas duvido. Os miúdos tem as disciplinas normais. Têm inglês, têm ginástica, têm música, têm informática, têm mais não sei o quê. Desculpem mas não estou completamente informada da variedade de disciplinas que existe. Nem vou dizer "no meu tempo é que era". Claro que não.

No meu tempo eu passava a manhã na escola e à tarde fazia os trabalhos de casa e via televisão. E se quisesse ter inglês, teria de pagar. E se quisesse ter música, teria que pagar. E o mesmo para outras atividades.

Acho muito bem que o ensino público disponibilize estas atividades extra-curriculares de forma gratuita. Só não concordo que prendam as crianças todos os dias à escola por tanto tempo.

Eu tinha liberdade para ver televisão a tarde toda, se quisesse e se não tivesse trabalhos de casa. E quem diz ver televisão, diz jogar à bola com o vizinho, ou ir para o quintal com a minha avó, ou brincar com as bonecas. Eu tinha liberdade e disponibilidade para fazer isso tudo.

E os miúdos de agora podem dizer o mesmo?

Eu andei numa escola de música praticamente toda a minha vida académica. Eu entrei na primária e só saí quando já andava na universidade. Eu tinha muita carga horária na escola de música e o meu tempo estava dividido quase em partes iguais pelas horas que passava na escola e as horas que passava na escola de música. E eu lembro-me de um ano em particular que foi o pior de todos. Eu entrava na escola básica às 8h30 e saía da escola de música às 20h30, três dias por semana. E nos restantes não era muito diferente porque saía às 18h30.

Mas essa carga horária era uma consequência das minhas escolhas. Eu escolhi andar na escola de música, porque eu tinha disponibilidade para isso. E os miúdos de agora, têm? E se eles não só quiserem andar na música, mas também quiserem andar no karaté, no ballet e na natação, como muitos dos meus amigos andaram? Terão igual disponibilidade para tal? E o que acontecerá quando ficarem sem tempo até para espirrar?

SABEM AQUELA HISTÓRIA DE "SE SOUBESSE O QUE SEI HOJE"?

Se eu soubesse o que sei hoje, ter-me-ia despachado mais cedo a escrever a tese para agora estar na minha caminha de papo para o ar sem tantas preocupações.

Era só isto.

NUNCA FIQUEI TÃO FELIZ POR OUVIR O SOM DO DESPERTADOR

Esta noite sonhei que tinha ido fazer um piquenique com toda a família e tinha sido atacada por um gato nas costas (só para verem como são traiçoeiros).


Eu tenho pavor a gatos.

16 de abril de 2018

A RELATIVIDADE DA JUVENTUDE

Avó - Sabes, há uma moça lá no centro que está sempre a cair.

Mãe - E tu que nunca cais!

Avó - Esta é diferente, ela cai para trás. No outro dia caiu para trás e hoje, ao entrar na carrinha, caiu outra vez.

Eu (na brincadeira) - Mas ela anda com uma mochila pesada às costas?

Avó - Não. E é uma moça nova!

Mãe - Moça nova de que idade? Da minha? Da Lady?

Eu - Oh, deve ter para aí uns 60 anos...

Avó - Sim, sim. É uma mocinha, só deve ter 60 anos!

15 de abril de 2018

DE VOLTA ÀS PERIPÉCIAS DA MINHA AVÓ

Mãe - Ó mãe, que creme é este? Eu não conheço isto.

Avó - Apanhei no chão da casa-de-banho.

Mãe - Olha que tu nunca te abaixas para apanhar os teus chinelos e foste-te abaixar para apanhar uma coisa que não é tua?! Eu já te disse que não tens nada que mexer na coisas das miúdas. Os cremes delas são delas, tu tens os teus!

Avó - Mas vós só me dais cremes que não prestam.

Mãe - Sim, sim... Continua assim que um dia ainda sais de casa com a cara castanha.

Avó - Oh... Grande coisa, também não gostei deste, por isso...




Era o meu primer da Laura Mercier.

DA LAURA MERCIER!!!


Ainda estou a chorar a quantidade de produto que a minha avó gastou!

13 de abril de 2018

ATUALIZAÇÃO

Habemus carteira!


E querem saber onde é que estava?


Em cima da minha cama, mas com uma almofada por cima.

ESTOU A PONTO DE CHAMAR A POLÍCIA JUDICIÁRIA

Perdi a minha carteira, onde estavam os meus documentos mais importantes e o pouco dinheiro que tinha. O pouco e quase único dinheiro que tinha.

"Eish, que azar!", estais vós a pensar.

Não. Não é azar.
 
É m-i-s-é-r-i-a.

Passo dias e dias sem tocar na carteira, sem precisar dela, e no dia em que pego nela para contar os trocos acontece-me isto.


Já vasculhei tudo: gavetas do quartos, as malas todas, bolsos dos casacos, gavetas da sala, gavetas da casa de banho. Até sacudi a roupa toda que estava no cesto da roupa suja não fosse eu tê-la misturado com os lençóis ao trocar a cama! E não fazia sentido nenhum ter tido tanto trabalho porque, como disse, eu só peguei nela para contar os trocos e tenho a certeza que de a tinha deixado em cima da cama ou na mesinha de cabeceira, mas como também esta semana fui encontrar as chaves da caixa de correio (que fui eu que as usei) no armário onde guardo o café, achei melhor averiguar as redondezas.

Entretanto, como daqui a pouco terei de sair de casa, ainda estou a decidir se me atreverei a conduzir sem documentos ou não.