31 de julho de 2016

GERÊS, A SAGA

Hoje estive com aquele meu tio que falei num post anterior a propósito das termas. Perguntei-lhe como correu, o que fez, se custou muito, se gostou...

"Tanto esforço e ao fim de três semanas só perdi 900 gramas. Eles disseram-me para ir lá outra vez em setembro. Vou, o car****!"

29 de julho de 2016

OS VOSSO PAIS... E O MEU

Passei no meu último exame. Terminei a licenciatura. Entrei no mestrado que queria. Acabei a licenciatura com uma média melhor do que a que tinha quando me candidatei.

Qualquer pai daria os parabéns à filha perante tudo isto... exceto o meu.


O meu é o que diz "E não foi para isso que te paguei as propinas?"

UMA QUESTÃO DE PERSPETIVA

Eu - Olha, mãe, passei naquele exame que fui fazer na semana passada. Já posso dizer que sou oficialmente licenciada.

Mãe - Muito bem! Que nota é que tiraste no exame?

Eu - Dez, mas o que interessa agora é que passei. Depois talvez faça melhoria.

Mãe - Dez! Provavelmente era um nove e a professora subiu para dez. E dizias tu que a professora era má.

Eu - A professora é, de facto, má. E prefiro pensar que tirei catorze e que ela só me deu dez.

21 de julho de 2016

ACHO QUE ESTOU COM FEBRE

Apetece-me ouvir Quim Barreiros.

AINDA A REMOER O POST ANTERIOR

No outro dia uma senhora caiu, bateu com a cabeça num muro, rachou a cabeça, o 112 não atendia e eu era a única que tenha o número dos bombeiros. Não sou, também, uma heroína?

DETESTO QUANDO AS PESSOAS DÃO DEMASIADA IMPORTÂNCIA A ALGO QUE NÃO A MERECE

Uma coisa sou eu a dar demasiada importância aos meus dramas. É normal. Sou uma Diva e tudo o que me acontece de mau é uma tragédia a nível mundial.

Mas "Éder, o herói improvável".... mesmo duas semanas depois do mundial? Tantas entrevistas, tantos elogios, e quê? Jogou uns minutos, marcou um golo, ganhamos. Grande coisa. E o Cristiano, o Nani, o Sanches e o Quaresma? Sem os golos destes o Éder não teria a oportunidade de marcar. E o Patrício? Sem as defesas dele o golo do Éder não teria assim tanta importância.

Eu reconheço o seu valor, e não digo que ele não tenha importância de todo. Mas acho que "herói" é demasiado. Marca um golo e agora é herói. E isto não me chatearia tanto se em todos os intervalos, na TV não aparecesse o seu novo título.

19 de julho de 2016

AS VOSSAS MÃES... E A MINHA

Hoje saíram os resultados da candidatura aos Mestrados, e quando vi que entrei enviei uma mensagem aos meus pais a contar-lhes que tinha entrado no mestrado que queria.

Ao almoço, a abordagem da minha mãe deste assim, em vez de me felicitar, foi esta:

"Estão isso quer dizer que são mais dois anos a ter que te levar a Braga?"

Claro que não, mãe. Oferece-me um carro e o assunto fica resolvido.

ANDEI ENGANADINHA TODA A MINHA VIDA

Mãe - Olha lá, viste o teu tio lá no Gerês?

- Não.

Mãe - E o autocarro da Rosa? Ela organizou uma excursão.

- Não.

Mãe - Então não viste o teu tio. Duvido que aquilo das termas seja tão bom como ele diz. Mas afinal, quem é que vai para termas? Eu acho que ele não vai gostar nada daquilo. Mas quem é que teve essa ideia?

- Eu gosto de termas. Eu gostaria de ir uma vez às termas.

Mãe - Queres ir? Pronto, se queres ir, vamos. Mas não vamos para o Gerês, temos de ver outras. Talvez no Luso.

Pai - Termas? Eu não vou para nada disso. Quereis ide vós para isso que eu vou fazer outras coisas.

- Mas afinal o que é que são termas? Aquilo não é bom?

Pai - Aquilo é basicamente beber umas águas que te dão, e mergulhar noutras águas, e fazer uma dieta específica, não beber vinho... coisas assim.

- Dieta?! Beber água?! Eu pensei que era para fazer massagens, tipo spa. Então esquece lá isso, vamos masé para a praia.

18 de julho de 2016

OS MEUS AMIGOS SÃO MAIS IRRITANTES DO QUE OS VOSSOS?

“Mas quem é que te pôs o nome de Diva no chat?” - "Acho que foi mesmo ela."
“Mas afinal és uma Lady ou uma Diva?” - "Nada impede que uma Lady seja uma Diva, e vice-versa."
“Mas porque é que és uma Lady?” - "Ela tem um blogue. Opinião de uma lady".
“Mas olha lá, Diva, isso do diário da Lady, é alguma coisa de jeito? Isso presta?”
“Estás cansada? As Divas não se cansam.”
“Estás zangada? As Divas não se zangam.”
"Não achaste piada? As Divas não acham piada?"
“Anda lá, ó Diva.”
“Não gostas desta música? Não é suficientemente de Diva?”
"Gostas daquele carro?! Aquilo não é de Diva."


" Diva, Diva, Diva, Diva, Diva, Diva…”

A MINHA EXPERIÊNCIA COM O GERÊS

Umas das minhas amigas insistiu que eu me juntasse ao nosso grupo de amigos para uma experiência espetacular no Gerês. “A tua presença é imprescindível”, dizia ela. E como eu andava já há uns dias aborrecida a estudar para um exame (o último! – pray for me!), com um calor em casa fora do normal, alinhei nessa “aventura”.

A “aventura” constava em passar um dia inteiro numa das cascatas do Gerês. Os meus amigos já tinham lá estado, no ano passado, gostaram e estavam ansiosos por repetir a experiência connosco.

O problema era que a única forma de chegar à cascata era descer pelo meio do monte, por um caminho perigosíssimo, e às onze da manhã, com trinta e cinco graus e com mochilas e lancheiras atrás não é a melhor forma de testar o meu equilíbrio. Já para não falar na minha preparação física.

Demoramos imenso tempo a chegar à dita cascata e quando lá chegamos não havia uma ponta de sombra livre. Atiramo-nos para a água para nos refrescarmos – a dada altura eu já sentia o meu cérebro a fritar – e não me venham falar em chapéus, que com chapéu eu sentia ainda mais calor na cabeça.

As temperaturas chegaram aos quarenta graus, o chão escaldava, a água que eu tinha levado congelada transformou-se em chá. O tempo estava insuportável e a meio da tarde, quando já não aguentávamos decidimos ir embora… para comer um gelado na vila.

E quando já estava consolada por ter comido uma taça de gelado, os meus amigos tiveram a brilhante ideia de irmos a um parque de campismo para vermos como eram as condições e os preços e até, talvez, para reservamos um fim-de-semana lá.

Mas fazer uma Lady andar dois quilómetros por um caminho sempre a subir, em plenos trinta e cinco graus, já cansada, pegajosa, com a cabeça a rebentar por causa do calor e sem água não foi a melhor ideia que eles tiveram. Reclamei o caminho todo, quer na ida, quer na vinda. E quando finalmente cheguei ao carro, senti-me como se estivesse às portas do paraíso.

Digamos que tão cedo não quero ir ao Gerês. Aquilo é bonito, não digo o contrário, mas foi a pior experiência deste ano!